15/05/2017 às 11:30h
Associação quer inquérito contra policiais militares

Karine Miranda/GD


A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (ASSOF) vai realizar uma representação na Corregedoria da Polícia Militar do Estado para instauração de inquérito policial militar a fim de apurar as responsabilidades de todos os policiais militares envolvidos no suposto esquema de espionagem ilegal promovido por pessoas da cúpula do governo em 2015.

Um grupo de policiais militares teria agido à revelia da lei, supostamente a mando de membros do primeiro escalão do governo Pedro Taques (PSDB). Ao menos 120 pessoas, entre jornalistas, assessores parlamentares da AL e até a deputada Janaina Riva (PMDB), figuram na lista dos grampeados.


A associação classificou os participantes na arapongagem como “maus profissionais” e disse que a Polícia Militar não pode ser responsabilizada como protagonista de práticas ilegais realizadas, sob pena de o seu trabalho ser inviabilizado.
O cabo da Polícia Militar Gérson Luiz Ferreira Corrêa Júnior é apontado como um dos responsáveis por solicitar os grampos. Ele exerce a função de assessor técnico III na Casa Militar do Estado.

“A mera ilação desse tipo de conduta denigre e macula a imagem de mais de 10 mil policiais militares, que diuturnamente se dedicam a cumprir a lei, preservar a ordem pública e respeitar os direitos individuais”, diz trecho da nota.

Aponta ainda que é necessária a adoção de medidas que não irão prejudicar as ações de combate ao crime organizado. Isto porque o secretário de Segurança, Rogers Jarbas, anunciou que iria determinar a suspensão do acesso da Polícia Militar ao sistema “Guardião”, de interceptações telefônicas.

“Ressaltamos que é por demais temerário impedir o acesso da PM a interceptações telefônicas, considerando a atuação das inúmeras quadrilhas do crime organizado no Estado”, diz.

Por isso, a associação pede rigor na apuração e punição dos envolvidos e a adoção de protocolos mais rigorosos na autorização e na realização de interceptações telefônicas para todos os órgãos do sistema de segurança pública, para evitar que fraude deste tipo volte a ocorrer.

Além disso, defendeu a realização de uma a auditoria por parte do Ministério Público Estadual e Federal em todos os processos de interceptação telefônicas realizados pelos órgãos judiciais e de segurança, que estão em curso ou que foram realizados no Estado de Mato Grosso nos últimos anos, para se verificar a regularidades desses procedimentos.

“Neste momento de quebra da ordem pública, onde agentes do Estado são acusados de ordenar práticas ilegais e inescrupulosas, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso não poderia adotar outra postura que não fosse a de se colocar ao lado da sociedade e cobrar severas explicações”, diz.

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