15/05/2017 às 10:10h
Lista de grampeados tem desembargador e filha de Arcanjo - confira

 GD



 

O desembargador aposentado José Ferreira Leite está na lista de pessoas monitoradas ilegalmente no esquema de escutas clandestinas operado pela Polícia Militar desde outubro de 2014 conforme denúncia divulgada pelo Fantástico neste domingo (14). 

O magistrado aparece sem codinome, mas é apontado como suposto “capanga da Fazenda Grendene”. Os destalhes constam num relatório elaborado pelos envolvidos no esquema. O desembargador foi alvo das escutas em agosto de 2015.

No rol dos alvos do esquema de grampos em linhas telefônicas consta também o nome de Kely Arcanjo Ribeiro Zen, filha do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro. O cabo da Polícia Militar, Gérson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, é apontado como um dos responsáveis por solicitar os grampos. Desde 25 de janeiro deste ano ele exerce a função de assessor técnico III na Casa Militar do Estado.

Partes da lista foram divulgadas por sites de notícias de Cuiabá nesta segunda-feira, um dia após a exibição da reportagem nacional na qual o governador Pedro Taques (PSDB) concedeu entrevista alegando não ter conhecimento e nem envolvimento no esquema de grampos. O assessor Kembolle Amilkar de Oliveira, que ocupa a função de analista no gabinete fo vice-governador Carlos Fávaro (PSD), também teve seu celular grampeado.

Consta ainda nomes de médicos e servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e da Câmara de Vereadores de Cuiabá, entre eles Eduardo Gomes Silva Filho que é assessor do deputado Wagner Ramos (PSD) e Michelle Cecília da Silva, assessora do vereador Adevair Cabral (PSDB).

Outro alvo das escutas ilegais foi Vinicyus Corrêa Hugney, que é filho do falecido vereador Clovito. Ele teve o nome inclouído na lista em outubro de 2014,  época em que ocupava o cargo de secretário-adjunto de Trabalho e Desenvolvimento Econômico na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB).

Vinicyus foi eleito vereador por Cuiabá em outubro de 2016, mas está licenciado da função exercendo o cargo de Secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB). A deputada estadual Janaina Riva (PMDB) foi outro alvo das interceptações realizadas na modalidade conhecida como "barrida de aluguel". O método consiste em solicitar autorização judicial para quebrar o sigilo telefônico de pessoas investigadas por algun crime e no meio dos números inserir telefones de pessoas que nada tem a ver com a investigação.

No caso em questão, as escutas foram autorizadas pelo juiz Jorge Alexandre Ferreira, na época lotado na comarca de Cáceres (225 Km a oeste de Cuiabá) com parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE).

Também constam na lista dos grampeados os nomes dos jornalistas José Marcondes dos Santos Neto (Muvuca) e Larissa Malheiros Batista que é ex-comissionada da Prefeitura de Várzea Grande e atual assessora de imprensa da Polícia Militar. Por fim, os trechos de relatórios vazados para a imprensa trazem ainda o nome da servidora da Casa Militar, Gisele Bergamasco, de empresários e até professores do estado vizinho, Mato Grosso do Sul. 

Reprodução

 

 

 

 

 

 

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