15/05/2017 às 09:53h
Vírus responsável por surto de febre amarela no Brasil sofre mutação genética inédita

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) finalizou os primeiros sequenciamentos completos do genoma de amostras do vírus da febre amarela referentes ao atual surto da doença no Brasil. A partir da análise da sequência completa do genoma do vírus foi possível constatar a presença de variações em sequências genéticas que estão associadas a proteínas envolvidas na replicação viral. Segundo a instituição, não há registro anterior dessas mutações na literatura científica mundial. Porém, a mutação não interfere na eficácia da vacina atualmente disponibilizada pelo Ministério da Saúde.

Foram investigadas duas amostras de macacos oriundos do Espírito Santo, mortos em final de fevereiro de 2017. Os pesquisadores reforçam que os impactos para a saúde pública ainda precisam ser investigados e apontam para a necessidade de se avaliar mais amostras, relativas a locais diferentes e incluindo casos em humanos, macacos e mosquitos. Os resultados das análises foram divulgados na revista científica ‘Memórias do Instituto Oswaldo Cruz’. Dados ainda não publicados apontam os mesmos resultados para a análise de mosquitos coletados no Espírito Santo e para um macaco que veio a óbito no Rio de Janeiro.

O surto é o mais severo das últimas décadas, e a doença tem se espalhado de forma rápida, com casos em animais e humanos diagnosticados, inclusive em locais considerados livres da doença há quase 70 anos. Os pesquisadores constataram modificações no código genético dos vírus, que foram identificadas na comparação com a sequência genética completa do vírus relacionado a surtos ocorridos desde a década de 1980 no Brasil e na Venezuela.

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