10/05/2017 às 08:19h
Depoimento de Lula a Moro termina após 5 horas

R7
Paulo Whitaker/Reuters

Lula caminhou com manifestantes do MST em Curitiba (PR)

(Atualizada às 18:37) O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz federal Sérgio Moro durou cinco horas e terminou por volta das 19h10 desta quarta-feira (10). Esta foi a primeira vez que o petista ficou frente a frente com o juiz responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância.

O interrogatório, que começou pouco depois da 14h10, integra a última parte do processo no qual o ex-presidente é suspeito de ter recebido propina da empreiteira OAS, por meio da compra do triplex 164-A no Edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo. O suposto armazenamento de bens do ex-presidente pela OAS, entre 2011 e 2016, também faz parte deste processo.

Em seu depoimento, Lula respondeu por mais de três horas a perguntas realizadas por Sérgio Moro. Após o juiz da Lava Jato, foi a vez de o MPF (Ministério Público Federal), autor do processo, dar início a seus questionamentos, já por volta das 17h40. Depois da Procuradoria da República, os advogados das partes fizeram questionamentos.

A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio — de um valor de R$ 87 milhões de corrupção — da empreiteira OAS, entre os anos de 2006 e 2012. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.

Depoimento de Lula já dura mais de 3h

O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, na sede da Justiça Federal no Paraná, em Curitiba, já dura mais de três horas. Primeiro Lula respondeu a perguntas de Moro, depois foi a vez da assistência da acusação, seguida dos procuradores do Ministério Público Federal. Foi feita então uma pausa para água, café e banheiro. Depois de 10 minutos, o interrogatório foi retomado e Moro fez novas perguntas. Há ainda espaço para a defesa apresentar questionamentos.

O depoimento ocorre sob forte esquema de segurança na área externa do prédio. Cerca de 3 mil profissionais de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal foram mobilizados para o interrogatório. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, desse total, cerca de 1, 7 mil são policiais militares que atuam em Curitiba.

 

Estadão/Werther Santana

Bloqueio

Durante todo o dia, centenas de policiais militares fizeram um bloqueio em um perímetro de 150 metros ao redor prédio da Justiça Federal. Agentes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal cuidaram do isolamento do próprio prédio. Os profissionais também acompanharam os atos a favor e contrários a Lula e fizeram a escolta do carro do ex-presidente.

De acordo com o governo estadual, cerca de 6 mil manifestantes que apoiam Lula vieram à capital para acompanhar o interrogatório. Ao todo, foram 128 ônibus vindos de vários estados do país. Manifestantes contrários também vieram à cidade, mas a Polícia Militar informou que não recebeu notificações de ônibus fretados pelo grupo.

Estadão/Reinaldo Reginato

Manifestantes se concentram na praça Santos Andrade 

PM estima 4 mil em ato pró-Lula

 A Polícia Militar do Paraná afirmou que não há ocorrências ou problemas graves nos atos contrários e de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nesta quarta-feira, 10, presta depoimento ao juiz Sérgio Moro no âmbito das investigações da Lava Jato.

De acordo com o porta-voz da PM na operação montada durante o depoimento, tenente Rafael Bittencourt, o chamado mais grave foi a denúncia da explosão de rojões no acampamento do Movimento Sem-Terra (MST), na região central, pela madrugada. Chegando lá, a PM não constatou nada em relação à ocorrência, disse o policial.

Na Praça Santos Andrade, o porta-voz afirmou que a estimativa da PM é que haja quatro mil pessoas no local, onde há um ato político de apoio a Lula, e que a força-tarefa está preparada para garantir a segurança da população. A Polícia não divulgou o número de policiais envolvidos na operação, alegando questões de segurança.

‘Encerraremos esse cerco, esse bloqueio, no momento oportuno. São vários fatores que influenciem a decisão do comando‘, afirmou.

Mais cedo, a Secretaria de Segurança Pública paranaense estimou que chegaram a Curitiba sete mil pessoas em 130 ônibus.

Ernani Ogata/Folhapress

Boneco inflável com 20 m de altura foi usado 

Manifestantes usam pixuleco em protesto

 Ao mesmo tempo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegava ao prédio da Justiça Federal, às 13h50, um Pixuleco, nome dado ao boneco inflável com 20 metros de altura no formato do ex-presidente em uma roupa de presidiário era erguido em frente ao Museu Oscar Niemeyer, no Centro Cívico, em Curitiba (PR).

O local, ocupado por cerca de 200 manifestantes, reúne os apoiadores da Operação Lava Jato, ou como se autointitulam, apoiadores do juiz federal Sergio Moro, foi o ponto escolhido pelos movimentos contra corrupção da capital paranaense.

Aos gritos de "Aqui é Curitiba, petista não se cria" e "Nossa bandeira jamais será vermelha", o grupo pretendia permanecer no local até a noite.

A pedagoga e artista plástica Vânia Dalmaz, uma dos coordenadores do Movimento Mais Brasil, disse que o dia é histórico e espera uma punição para Lula e todos os políticos denunciados pela Operação.

Acampamento do MST em apoio a Lula é alvo de rojões, dizem militantes

"É uma data muito importante, seria um julgamento qualquer, mas essa audiência envolve um ex-chefe da nação, mostra que podemos mudar este país e o juiz Sergio Moro deu início a isso", comentou.

Para a educadora Elizeth de Souza, o fato de Lula estar frente à frente com o juiz Sergio Moro é um fato muito mais que histórico, "simbólico". Para ela, que segurava uma bandeira do Brasil no período monárquico, o sistema deveria mudar também. "Esse regime de presidencialismo de coalizão leva a todos os partidos se venderem, só se governa comprando outros partidos", disse, sem confirmar sua preferência pela Monarquia.

Começou às 14h17 a audiência de interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba, na ação em que é acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões de propinas da OAS do caso do tríplex do Guarujá.

É a primeira vez que o petista e Moro estarão frente a frente. A expectativa de advogados e aliados é que interrogatório termine antes das 17h.

Advogados convocaram uma entrevista coletiva para as 18h, quando devem falar sobre o depoimento. Os vídeos serão disponibilizados pela Justiça Federal cerca de uma hora depois.

Manifestantes favoráveis ao petista que estavam na rua de acesso ao prédio recuaram e foram até a praça Santos Andrade, onde ocorre um ato político em apoio a Lula. Há uma expectativa de que o ex-presidente participe do ato após o depoimento, mas a decisão será tomada por ele somente após o encerramento do interrogatório, dizem aliados.

Lula chega para depor ao juiz Moro

 Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta de 13h45 ao prédio da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, onde vai depor nesta tarde ao juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato na primeira instância.

O carro com o ex-presidente teve de passar por dois bloqueios policiais para chegar ao prédio. Cerca de 50 metros antes de entrar na área restrita, Lula desceu do veículo, abraçou manifestantes do MST, que gritavam palavras de ordem em sua defesa.

O petista estava acompanhado dos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Todo o percurso tinha grades de isolamento e uma barreira de policiais militares. Além disso, a PM acompanhou o veículo do ex-presidente com um helicóptero. Nas sacadas dos prédios vizinhos, alguns moradores gritavam o nome do juiz Sérgio Moro.

No encontro, o primeiro em que Lula e Moro ficarão frente a frente, o petista dará explicações sobre o suposto recebimento de propina da empreiteira OAS, por meio da compra de um tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo. O armazenamento de bens do ex-presidente pela OAS, entre 2011 e 2016, também faz parte deste processo. 

Depoimento de Lula a Moro ganha repercussão internacional

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz federal Sérgio Moro nesta quarta-feira, 10, em Curitiba, ganhou destaque em portais de notícias internacionais. As matérias tratam do embate político entre os dois e dos protestos no Brasil.

O jornal italiano ’La Repubblica’ disse que ‘o dia da verdade chegou‘ e o confronto esperado entre Lula e Moro vai acontecer. O ex-presidente é acusado de ter recebido vantagens após favorecer a empreiteira OAS. ‘O caso virou uma grande dor de cabeça‘, destaca. O La Repubblica fala ainda que o partido convocou milhares de militantes para a ocasião.

A BBC ressaltou que o depoimento vai influenciar o destino de Lula, lembrando que o petista é o candidato favorito para as próximas eleições presidenciais. Por isso, o portal afirma que Lula não estará falando apenas para o juiz. ‘As suas palavras serão medidas para passar a mensagem certa aos eleitores em todo o País‘.

Já o jornal Clarín, da Argentina, diz que o Brasil está sob tensão por causa do ‘explosivo encontro‘, que virou o assunto do dia. O depoimento é o momento para que o juiz Sérgio Moro prove suas hipóteses sobre a culpa do réu. E Lula deve demonstrar que as suspeitas são ‘artimanhas judiciais‘ que escondem uma perseguição política.

 

Veja a transmissão ao vivo por RIC mais PR


 Veja a transmissão ao vivo 

Veja fotos

Depoimento de Lula dita moda em Curitiba

CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O primeiro depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, responsável pela operação Lava Jato, está ditando até as modas de Curitiba, onde acontece o depoimento na tarde desta quarta-feira (10)

 

REUTERS/Nacho Doce

Camisas da "República de Curitiba" e bonecos de "Lula preso" e "Moro herói" são vendidos em Curitiba.

 

 

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