05/05/2017 às 01:32h
Terrorista preso em MT é condenado a 15 anos
Karine Miranda/GD

OPERAÇÃO HASTAG

Leonid El Kadre de Melo, 33 anos, preso em Mato Grosso por supostamente orquestrar uma ação terrorista durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, foi condenado a 15 anos e 10 meses de prisão. Além dele, outras sete pessoas foram condenadas. A decisão é do juiz federal da 9ª Vara Federal do Paraná, Marcos Josegrei da Silva, proferida na tarde desta quinta-feira (4).

Todos foram presos durante a operação “Hashtag”, da Polícia Federal, acusados de fazer parte da mesma célula da organização terrorista Estado Islâmico, no Brasil. Desde então, Leonid está preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima em Campo Grande (MS).


Leonid era considerado o líder do grupo e, segundo mensagens interceptadas pela Polícia Federal, era o responsável por dar as ordens aos demais, além de recrutar os adeptos.
Conforme decisão do juiz, os acusados planejavam realizar um atentado em solo brasileiro durante os jogos olímpicos, em julho de 2016, e difundiam ideias terroristas.

Ele foi condenado a 15 anos e 10 meses de prisão por terrorismo e crime de corrupção de menores. Como já possuía antecedentes criminais, não obteve nenhuma redução de pena.

Além do crime de terrorismo, Leonid já foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio, em 2005, após matar o comparsa para não ter que dividir o dinheiro de um assalto.

Greve de fome – Leonid completa 36 dias de greve de fome em protesto por ter seus direitos ignorados e por "perseguição religiosa". Ele está em uma cadeira de rodas e com a voz oscilante e garante inocência. Segundo a família, não existiria qualquer prova condenatória que incrimine ele e o seu irmão adotivo, Valdir Pereira da Rocha, assassinado por outros presos em uma cadeia de Várzea Grande.

Outros condenados – Além de Leonid, foram condenados Alisson Luan de Oliveira que recebeu pena de seis anos e onze meses de prisão, pois era considerado um dos principais incentivadores da violência.

Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita, Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, Hortêncio Yoshitake e Luís Gustavo de Oliveira receberam uma pena de seis anos e três meses, por promoção de organização terrorista e associação para crime.

O único dos oito condenados a não receber a pena por associação para o crime foi Fernando Pinheiro Cabral, pois não restou provado que ele mantivesse as conexões necessárias para tipificação do crime.

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