31/03/2017 às 09:42h
Apontado como pagador de propina a deputados, Maggi diz que nada fez de errado


Escrito por: RAFAEL DE SOUSA

Foto Por: Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), negou ter pago fortunas em propinas a deputados estaduais no período em que foi governador de Mato Grosso com a finalidade de garantir apoio da Assembleia Legislativa nas votações de projetos de interesse do Governo.

O ministro disse estar tranquilo diante das acusações do ex-presidente da Assembleia, José Riva. “Tenho a consciência tranquila, nada fiz de errado e tenho certeza de que isso será devidamente comprovado", pontuou por meio de nota.

A denúncia de pagamento ilegal foi feita pelo ex-deputado Riva durante audiência de reinterrogatório referente a processos da Operação Imperador, na tarde desta sexta-feira (31).

Riva contou a juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que os governos do falecido Dante de Oliveira e do atual ministro da Agricultura, senador licenciado Blairo Maggi (PP), pagavam valores milionários em propinas aos deputados com objetivo de conseguir apoio na Assembleia Legislativa.

Maggi, segundo Riva, mesmo afirmando que não iria continuar com os pagamentos irregulares de Dante após assumir o Palácio Paiaguás, teria repassado aproximadamente R$ 37,5 milhões a boa parte dos deputados à época.

Por meio de nota, Maggi afirma que “o próprio José Riva reconheceu que me recusei terminantemente, enquanto governador do Mato Grosso, a participar de qualquer esquema de distribuição de propina a deputados”.

O ministro disse ainda que “o orçamento do Estado do Mato Grosso é debatido e votado anualmente pela Assembleia Legislativa. Nele estão incluídas as previsões orçamentárias dos três poderes, que são independentes e fiscalizados pelo Tribunal de Contas do Estado”.

Veja nota


"Sobre o depoimento prestado na data de hoje (31/03) pelo ex-deputado José Riva à Justiça, esclareço que:

1. O próprio José Riva reconheceu que me recusei terminantemente, enquanto governador do Mato Grosso, a participar de qualquer esquema de distribuição de propina a deputados.

2. O orçamento do Estado do Mato Grosso é debatido e votado anualmente pela Assembleia Legislativa. Nele estão incluídas as previsões orçamentárias dos três poderes, que são independentes e fiscalizados pelo Tribunal de Contas do Estado.

3. O Poder Executivo, no caso o governador, não tem qualquer ingerência na execução orçamentária da Assembleia Legislativa.

4. Tenho a consciência tranquila, nada fiz de errado e tenho certeza de que isso será devidamente comprovado."

Blairo Maggi

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