28/03/2017 às 06:20h
Corregedoria decide demitir delegado por corrupção

Welington Sabino/GD


O Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria da Polícia Civil em 2013 para investigar a conduta do delegado João Bosco Ribeiro Barros e dos investigadores Gláucia Cristina Moura, Cláudio Roberto da Costa, Leonel Constantino de Arruda e George Fontoura Filgueiras foi finalizado com indicação para demissão de 3 dos 5 servidores. Todos foram presos na Operação Abadom em junho de 2013 acusados de participação num esquema de favorecimento e extorsão a traficantes de drogas.

Chico Ferreira

Foi deliberado pela demissão de Bosco sua esposa Gláucia e do investigador Cláudio Costa dos quadros da Polícia Civil. Em relação a Leonel e Jorge a punição indicada é uma suspensão sem remuneração por 85 e 90 dias respectivamente. Depois desse período eles ficam aptos a retornarem às atividades.Outro investigador alvo da operação, Márcio Severo Amaral na época estava em estágio probatório e foi exonerado dos quadros da Polícia Civil. 
A decisão, no entanto ainda não é definitiva, pois as penas sugeridas pela Corregedoria ainda são passíveis de recurso na própria esfera administrativa. As defesas dos investigados têm um prazo para apresentarem recursos que serão apreciados pelo Conselho Superior da Polícia Civil. Quando isso vier a ocorrer, o colegiado de diretores deverá decidir se segue a decisão da Corregedoria ou aplica novas penas.

Passada essa etapa, o caso será encaminhado para a Procuradoria Geral do Estado e ao governador responsáveis pela palavra final, no sentido de decidirem pela demissão ou não dos policiais. De todo modo, independente do resultado, a decisão será publicada no Diário Oficial do Estado para só então entrar em vigor. A Polícia Civil informou que não é possível estipular um prazo de quando isso irá acontecer.

Os 5 servidores estão afastados dos cargos desde maio de 2014, mas com a manutenção dos salários. O afastamento foi determinado pela Justiça numa ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Eles são acusados de cobrarem dinheiro para proteger traficantes e impedir a prisão de chefes do tráfico de drogas em Mato Grosso.

A Operação Abadom foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), no dia 27 de junho de 2013 e cumpriu 7 mandados de prisão. O delegado e os investigadores ficaram presos por um tempo e depois conseguiram liberdade por meio de habeas corpus.

Depois da primeira prisão em junho de 2013 e a consequente revogação da mesma, João Bosco e sua esposa voltaram a ser presos outras 2 vezes, em 5 de setembro e em 22 de novembro. Em todas elas, conseguiram habeas corpus para responderem ao processo em liberdade

Na esfera criminal, Bosco e Gláucia foram denunciados pelos crimes de associação para o tráfico e corrupção passiva enquanto os policiais foram denunciados por sequestro e abuso de autoridade por invasão de domicílio. Na época das investigações, a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes acusou o delegado e os 5 policiais de estarem envolvidos com uma quadrilha de traficantes que atuavam em Cuiabá e Várzea Grande.

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