20/03/2017 às 07:44h
Fiscais sanitários defendem carne produzida em MT
O independenteMT

Foto Foto Por: Reuters

O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap-MT), que representa os servidores que atuam no Instituto de Defesa Agropecuário do Estado (Indea), emitiu uma nota afirmando que os produtores de carne de Mato Grosso não podem ser confundidos com aqueles envolvidos na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, na semana passada.

Isso porque os fiscais estaduais de defesa sanitária animal e vegetal estão “sempre a postos” para orientar e conduzir os pecuaristas, mesmo com todas as dificuldades impostas aos servidores, o que, segundo o Sintap, garante que a carne mato-grossense seja a melhor do mundo.

Os fiscais sanitários afirmam defender uma atitude enérgica da Polícia e do Ministério Público Federal na responsabilização dos envolvidos na operação para que não causem mais danos ao país.

Confira a nota na íntegra:

O nome dado à operação diante dos fatos é um velho jargão. Isso porque, como a carne humana é fraca, ela não resistiria a uma oferta em espécie para fazer algo de ilícito. Como estamos acompanhando a inclusão de fiscais federais em irregularidades em plantas frigoríficas no Estado do Paraná, questionamos: como fica o mercado para carne in natura e beneficiada?

Como ficam os pecuaristas do estado de Mato Grosso, que é o maior produtor de carne do país? Esses produtores que, com perseverança e afinco, mantém seus rebanhos dentro dos melhores padrões de criação, cuidando das boas práticas sanitárias, procurando produzir o melhor rebanho, fazendo uso de tecnologias modernas, produzindo com o menor impacto ambiental possível? Eles, que cumprem a legislação sanitária do Estado e da federação para que possam ter a certeza de alcançar os mercados externos e também fornecer à população de nosso país, uma carne de qualidade. Eles não devem e não podem pagar o que não lhes é devido, pois nós, Fiscais Estaduais de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, estamos sempre a postos para melhor orientar e conduzir os produtores de nosso estado.

O Indea é como nossa segunda casa. Nesta casa, todos sempre foram recebidos e tratados com respeito e dignidade. Fomos evoluindo com o tempo e com as necessidades.  Nossas ações junto aos produtores orientando, pesquisando, tratando e certificando todas as ações efetuadas pelos mesmos, pois é de nossa atuação junto ao campo, que resultam melhores resultados e, com estes melhores a competitividade melhora também.

O Indea atua há décadas junto aos produtores mesmo com todas as dificuldades impostas a nós. Nunca nos abstivemos de efetuar nosso trabalho nas diversas áreas. Trabalhamos com afinco, não importando se era noite ou dia, se estava sob o sol ou sob a chuva se era início ou final de semana. Cumprimos nosso dever de socorrer, orientar, coletar, diagnosticar, enfim tudo que fosse necessário para que nossos companheiros, os produtores sentissem que não estavam sozinhos nessa empreita tão laboriosa.

Conseguimos enfim. Apesar de estarmos sendo preteridos pelos poderes, que são sabedores de nossas necessidades básicas para desenvolvermos nosso trabalho com presteza e eficiência. Sabedores que são da importância de nosso trabalho, no que tange a abastecer de informações os organismos nacionais e internacionais. Nós que executamos tantas atividades com tão pouco suporte e infraestrutura, afirmamos veementemente que, nessas situações constrangedoras, o pecuarista não está envolvido de maneira alguma.

Acreditem, a melhor carne do mundo está aqui, sem sombra de dúvida. Os produtores do nosso estado são indivíduos responsáveis, que agem com competência e seriedade a parte que lhes cabe, assim como nós, do Indea, também agimos com seriedade e integridade nossas obrigações.

Aguardamos sim, uma atitude efetiva e com seriedade que o momento e as circunstâncias exigem em nível federal. Que o Ministério se posicione de forma enérgica em suas atitudes, para que os responsáveis pelo ocorrido sejam responsabilizados por seus atos e não causem mais danos ao Brasil e aos produtores.

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