06/03/2017 às 10:01h
TV Record mostra atoleiros e prejuízos na BR-163

Welington Sabino




Divulgação 

Uma equipe da TV Record Cuiabá, Canal 10, viajou para a região Norte para mostrar a situação de caos na BR-163 que atinge milhares de pessoas presas em veículos de passeio, ônibus, caminhões e carretas que transportam a produção agrícola de Mato Grosso. Assista ao vídeo no final desta matéria.

A repórter Patrícia Helena Dorileo conversou com representantes do governo de Mato Grosso, do Pará, com caminhoneiros, representantes do setor produtivo e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão do governo federal responsável pela via e mostra o drama e os prejuízos milionários causados pelos atoleiros.

Há duas semanas, por causa das chuvas intensas na região e do aumento do tráfego de caminhões carregados, vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros, localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol gerando uma fila de caminhões com mais de 50 quilômetros.

A BR-163 integra as regiões Centro-Oeste, Norte e Sul, como a principal via de escoamento da produção de grãos em Mato Grosso, especialmente a soja e milho produzidos na região norte do Estado. São 111 quilômetros da rodovia não pavimentados o que causa atoleiros com filas gigantescas de veículos no período chuvoso e muita poeira no período de seca.

Conforme a reportagem, no trecho que liga Mato Grosso ao Pará, este ano houve 6 pontos de engarrafamentos mais graves totalizando cerca de 50 quilômetros parados na rodovia. Para pavimentar todo o trecho sem asfalto o Dnit deverá investir R$ 250 milhões em obras de recuperação e asfaltamento da rodovia.

Pela BR-163, Mato Grosso exportou no ano de 2013 um total de 310 mil toneladas de grãos enquanto no ano passado foram transportadas 7 milhões toneladas de produtos do agronegócio mato-grossense. Pela via também são transportados alimentos e combustíveis para dezenas de cidades da região. Os atoleiros fazem aumentar o custo final desses produtos e em algumas situações geram desabastecimentos nos comércios locais.

Ônibus que transportam passageiros entre estados pela BR-163 também ficam presos por dias impedindo que passageiros cheguem aos seus destinos no prazo previsto. O governo federal precisou criar uma força-tarefa para resgatar centenas de pessoas que estavam presas dentro de dezenas de ônibus atolados na rodovia.

O prejuízo econômico até o momento é de milhões de reais pois produtores e entidades do agronegócios de todos os estados produtores das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul que utilizam a via para transportar a produção.

Em Mato Grosso, a estimativa do governo é que o prejuízo este ano alcance a cifra de R$ 1 bilhão, podendo dobrar nos próximos anos, chegando a R$ 2 bilhões de prejuízos se nenhuma medida for adotada pelos governantes para solucionar o problema na rodovia federal. A previsão é do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte.

As cargas transportadas por caminhões pela BR-163 são distribuídas para o Porto de Santarém e Miritituba, no Pará, principais vias de saída para o restante do País através do transporte fluvial e marítimo. Com os atoleiros as carretas ficam paradas nos portos por dias.

Enquanto isso, explica o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Marcos da Rosa, os produtores de soja amargam prejuízos que vão além dos problemas na rodovia pois enquanto os caminhões estavam presos nos atoleiros da BR-163 no Pará e não conseguiam voltar para carregar mais grãos, os armazéns mato-grossenses lotaram, causando transtornos, inclusive com perdas na lavoura. Veja a reportagem da TV Record

                   

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